Tuesday, 20 August 2019
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Execução de Marielle Franco completa um mês sem elucidação

18 April 2018

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse, nesta segunda-feira (16), que o assassinato da vereadora Marielle Franco pode ter ligação com milícias, grupos criminosos de pessoas ligadas a forças de segurança que vendem proteção, extorquem comerciantes e exploram ilegalmente serviços como transporte coletivo, distribuição de gás, internet e TV a cabo.

"Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco".

"Estão praticamente com uma ou duas pistas praticamente fechadas". E que eles [os investigadores] têm caminhado bastante. A afirmação foi dada por Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil, em entrevista a uma rádio de notícias carioca na manhã desta terça (17).

O ministro ressaltou que a vereadora fazia a ponte entre o atual chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e o deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio. Ele também lembrou que os casos do sumiço do pedreiro Amarildo, em 2013, e da execução da juíza Patrícia Acioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem solucionados.

Em nota, a Anistia internacional exige "investigação imediata, completa, imparcial e independente que não apenas identifique os atiradores, mas também os autores intelectuais do crime". O assistente de um vereador que deu depoimento à Polícia Civil foi assassinado no último domingo (8).

Marielle e Anderson assassinados dentro do carro numa rua do bairro do Estácio, na zona norte do Rio, perto das 21 e 30 do dia 14 de Março. Ela foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça.

Desde a morte de Marielle e Anderson, atos pedindo justiça e a apuração dos fatos têm acontecido em vários pontos do país.

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